República do Pensamento

NÃO TEM REMÉDIO

Não tem remédio
Que cure
Essa dor de cotovelo
Ela levou o meu coração
Agora vazio está o peito
Na solidão das noites frias
Só me resta o cobertor
Abraço a tua ausência
Como dói a solidão
Sinto o aroma da saudade
Ando murcho sem fulgor
Estrela está lá em cima
Não mais alcanço o teu esplendor
Teus olhos de menina
Me cegaram de amor
Como era doce tatear teu corpo
Tudo antes era só flor
Agora haja tanto espinho
Do sofrimento virei rei
Castelo sem rainha
Tombado eu fiquei
Triste destino da noite
Sem o encanto do meu viver


* Marcos Fabrício